Algumas passagens da nossa história que precisam ser esclarecidas e, como se diz, passadas a limpo. Agenda do sargento que morreu no atentado no Riocentro revela, após 30 anos, rede de conspiradores do período Publicada em 23/04/2011 às 20h12m Chico Otavio e Alessandra Duarte RIO - Deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. O "agente Wagner" do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar no Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais, e não codinomes, e respectivos telefones, de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem. Quatro deles eram ligados ao "Grupo Secreto", organização paramilitar de direita que desencadeou uma série de atos terroristas na tentativa de deter a abertura política. Havia ainda nomes-chave da polícia fluminense, como o chefe de gabinete do secretário de Segurança e o chefe da unidade de elite policial da época, o Grupo de Operações Especiais, mais tarde Departamento Geral de Investigações Especiais, setor especializado em explosivos que tinha a responsabilidade de investigar justamente atentados a bomba como os patrocinados pelos bolsões radicais alojados na caserna. Trinta anos depois do atentado que vitimou o próprio autor e feriu gravemente o então capitão Wilson Machado, O GLOBO localizou a agenda e identificou metade dos 107 nomes e telefones anotados pelo sargento. De oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, Rosário tinha contatos em setores estratégicos, como o Estado-Maior da PM e a chefia de gabinete da Secretaria de Segurança, além de amigos ligados a setores operacionais, como fábrica de armamento e cadastros de trânsito. Terror de direita usou paraquedistas A rede formada por esses contatos mostra onde se apoiavam as ações dos insatisfeitos com a abertura. Na segunda metade dos anos 70, o governo Geisel determinou a desmobilização da máquina de torturar e matar nos porões do regime, que mudou de direção, indo da brutalidade para ações de inteligência, com a reestruturação dos DOIs. Descontentes com as mudanças, sargentos como Rosário, sobretudo os paraquedistas arregimentados anos antes pela repressão, transformaram-se em braços operacionais de grupos terroristas de extrema direita. Rosário e sua turma foram buscar na ação clandestina, fora da cadeia de comando, o poder gradativamente perdido. Recolhida pelo então tenente Divany Carvalho Barros, o "doutor Áureo", também do DOI, pouco depois da explosão, a agenda de Rosário só seria submetida à perícia 19 anos depois, em abril de 2000, no segundo IPM sobre o atentado. Porém, desde que o caso foi arquivado, naquele mesmo ano, o caderninho marrom, do tamanho da palma da uma mão e que trazia em seu cabeçalho a prece "Confio em Deus com todas as forças e peço a Deus que ilumine o meu caminho e toda a minha vida", permanecia esquecido em um envelope, num dos anexos do volumoso processo sobre o caso, no Superior Tribunal Militar (STM). Para montar a rede do sargento, foi preciso cruzar nomes e números da agenda com catálogos telefônicos da época, e com telefones e endereços atuais, bem como outras fontes de informação. Para entender a rede, a lista de contatos foi dividida em cinco segmentos: integrantes do Grupo Secreto, do qual Rosário era provavelmente ativo protagonista; a comunidade de informações (incluindo militares até hoje envolvidos com arapongagem); agentes da Secretaria estadual de Segurança (polícias Civil e Militar, como integrantes do serviço de inteligência e de grupos de peritos em explosivos); representantes da sociedade civil, como empresas de construção civil e de equipamentos elétricos; além de um sub-reitor da Uerj que consta como tendo auxiliado quadros da repressão; e até meios de comunicação, cujos telefones seriam usados pelos terroristas para a comunicação de atentados. Segue
IPMs ignoraram nomes da agenda O atentado do Riocentro foi alvo de dois inquéritos policial-militares do Exército. O primeiro, em 1981, foi considerado farsa ao concluir que o sargento e o capitão foram vítimas, e não autores da ação. Já o segundo IPM, provocado pela reabertura do caso em 1999, mudou a versão oficial, comprovando o envolvimento da dupla do DOI, além de um oficial (Freddie Perdigão) e um civil (Hilário Corrales), mas ninguém foi levado a julgamento: o STM entendeu que os autores estavam cobertos pela anistia. A agenda, porém, nunca foi considerada como pista para o esclarecimento do atentado e da ação dos terroristas do período. Se os investigadores se detivessem nos nomes anotados, teriam descoberto, por exemplo, que o aviador Leuzinger Marques Lima (para Rosário, Léo Asa) , um dos nomes do Grupo Secreto, participara da Revolta de Aragarças, contra o governo JK, ainda nos anos 50. No episódio, Léo Asa envolveu-se no sequestro de um avião da Panair e planejou com outros revoltosos jogar bombas nos palácios das Laranjeiras e do Catete. Outro do Grupo Secreto no caderno de Rosário era o general Camilo Borges de Castro, cujo telefone pessoal reforça a tese de que o terror agia fora da cadeia de comando, sem respeitar a hierarquia. Castro era amigo do marceneiro Hilário Corrales, civil que integrava o grupo e que teria montado a bomba que colocaria Rosário na História política do país. O irmão de Hilário, Gilberto Corrales, também teve o nome anotado na agenda. O coronel do Exército Freddie Perdigão Pereira foi o quarto nome do Grupo Secreto encontrado no caderno de Rosário. Apontado pelo projeto Brasil Nunca Mais como notório torturador, era o "dr. Nagib" do DOI I e da "Casa da Morte", em Petrópolis. Na época do Riocentro, estava na Agência Rio do SNI. O general Newton Cruz, chefe da Agência Central do órgão, chegou a admitir que Perdigão lhe falou do atentado antes de ele ocorrer. Da Secretaria de Segurança, havia integrantes das polícias Militar e Civil com algum tipo de relação com o atentado. Um dos PMs na agenda, o segundo-tenente José Armindo Nazário, trabalhava no Estado-Maior da PM - justamente a unidade que deu ordem para suspender o patrulhamento no Riocentro na noite do atentado. Nazário também era ligado à inteligência da PM, a P-2. Em 69, foi designado pelo general Emílio Médici, então chefe do SNI, para servir em Brasília; em 73, foi para a divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça. Outro nome do caderninho é o do coronel da PM Hamilton Dorta, ex-sargento do Exército e chefe da P-2 de vários batalhões da PM nos anos 1970. De 1978 a 1981, ele foi subdiretor de segurança externa da Secretaria de Justiça, cargo ligado ao Desipe, no qual cuidava da inteligência de movimentações de presos comuns e políticos, e também da segurança de presídios, para evitar, por exemplo, ações de resgate. O telefone associado a Dorta na agenda pertencia ao Departamento Penitenciário da época. Da Polícia Civil, um dos nomes identificados é o do delegado Sérgio Farjalla. Ex-instrutor de tiro da Academia de Polícia, ele também foi ligado à Delegacia de Polícia Política e Social (DPPS), órgão que investigava atentados a bomba na época. Mais tarde, Farjalla se tornaria um dos primeiros especialistas em efeitos especiais do país e abriria uma empresa especializada.
A agenda registra ainda o telefone de "Solange Tavares - esposa dr. Ilo". A advogada Solange era mulher do delegado Ilo Salgado Bastos, chefe de gabinete do secretário de Segurança nos anos 80 - na época, o secretário era Olavo de Lima Rangel, ex-Dops. Nessa função, Ilo, ex-Dops, ex-DPPS e próximo de alguns dos "Doze Homens de Ouro" da polícia, coordenava todas as delegacias distritais do Rio. Na secretaria, era um dos poucos a ter uma espécie de "telefone vermelho", um aparelho sem discador, só para receber ligações diretas do secretário. A maioria das pessoas que constavam da agenda e que foram contactadas pela reportagem disse não se lembrar do sargento, mas não soube explicar por que seu nome estava na agenda.
Riocentro 30 anos depois Sargento Guilherme do Rosário teria participado do atentado contra a OAB Publicada em 23/04/2011 às 19h46m Alessandra Duarte e Chico Otavio RIO - A habilidade com a datilografia, aliada ao preparo físico, abriu as masmorras do regime ao sargento Guilherme Pereira do Rosário. Soldado lotado na burocracia da Companhia de Petrechos Pesados da Brigada Paraquedista, na primeira metade dos anos 1960, ele acumulou elogios e prestígio por ser "obrigado quase continuamente a trabalhar fora da hora do expediente e sem dias de descanso, com máquinas de escrever emprestadas", como diz a sua folha de assentamentos, o histórico militar. Cabelos castanhos médios e crespos, 1,78 metro, como o Exército o descreveu, Rosário serviu na Brigada de fevereiro de 1964 a outubro de 1972, sendo transferido para o Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I) na condição de sargento (onde ficaria até a sua morte, aos 35 anos, em 1981). Porém, antes mesmo da mudança de unidade, já atuava na repressão, como escrivão de inquéritos políticos (era considerado exímio datilógrafo) e integrante de equipes que "estouravam" aparelhos. Em 1970, foi convidado para ser escrivão de um inquérito (IPM), como auxiliar da 2ª Seção (Informações) da Brigada. Boletim interno de setembro daquele ano registra que, recrutado para integrar a equipe que estouraria "um aparelho subversivo" no interior do estado, Rosário teria sofrido um acidente da carro no caminho. Um fusca do grupo se chocou com um caminhão na estrada, ferindo o motorista, sargento Albano Affonso Baptista, e Rosário. "Mesmo ensanguentado, Guilherme preocupou-se com o cumprimento da missão", escreveria depois o chefe da missão. Na época da transferência, Rosário era um destacado agente operativo das equipes de busca e apreensão, as EBAs, embriões dos DOIs. A confiança do regime no sargento era tanta que nem mesmo a condenação de Rosário a seis meses de cadeia, pela 19ª Vara Cível de capital, por uma dívida não paga, abortou a ascensão do militar nos porões do regime. Logo depois, em 1975, ganharia a Medalha do Pacificador, honraria concedida pelos generais a torturadores e outros agentes da repressão. Rosário soube retribuir a confiança. Não se abateu nem mesmo quando, em 1971, perdeu a filha de um ano. Atuar em "prisões que poderiam necessitar do uso da força", sua especialidade inicial, era pouco para ele. Como integrante da Seção de Operações Especiais, escolado no beabá da repressão, quis desenvolver excelência em outras áreas da guerra à subversão - no ano em que morreu, por exemplo, fazia curso de analista de informações na Escola Nacional de Informações (EsNI). Sua maior aposta, contudo, foi adquirir expertise em explosivos. Em depoimento ao IPM do Riocentro, em 1999, o-sargento da PM Joaquim de Lima Barreto, ex-DOI, da primeira equipe a fazer perícia no Puma, revelou que Rosário possuía "conhecimentos profundos" sobre bombas. Joaquim, que trabalhava no Serviços de Recursos Especiais do Departamento Geral de Investigações Especiais da Polícia Civil, recordou-se que Guilherme esteve lá por duas ocasiões, "e que nestas ocasiões (em fevereiro ou março de 1981) o assunto era bombas, granadas, dispositivos sofisticados que tivessem recolhidos pelo seu serviço, sempre com o intuito do sargento de aumentar o seu conhecimento".
El terrorista Orlando Bosch muere en la impunidad en Miami
JEAN-GUY ALLARD
Orlando Bosch, el jefe de la CORU terrorista, protegido por los Bush, la FNCA y la CIA, responsable con Luis Posada Carriles de la explosión en pleno vuelo de un avión de Cubana de Aviación, murió en Miami este miércoles, a las 12:05 de la tarde, sin nunca haber pagado por sus crímenes.
Según un comunicado, su muerte se produjo después de "enfrentar una larga y dolorosa enfermedad" que no se especifica. Tenía 84 años.
Bosch nació el 18 de agosto de 1926 en Potrerillo, Cuba, a 250 kilómetros al este de La Habana. Llegó a Estados Unidos el 28 de julio de 1960, con la autorización de quedarse en el país no más de 30 días. Sin embargo, se involucró de inmediato en la guerra sucia orientada desde la Florida contra Cuba por la CIA y no dejará el territorio norteamericano antes de 1972.
Como expresión de sus bárbaros e impunes métodos, por ejemplo, el 16 de septiembre de 1968, Bosch participó en el lanzamiento de un proyectil de bazooka contra la nave polaca Polanica, en pleno puerto de Miami. El 15 de noviembre de 1968, fue condenado a 10 años de cárcel por la Corte Federal del Distrito de South Florida, por varios crímenes y, paralelamente, por haber dirigido amenazas escritas a los entonces Presidente de México, al Jefe de Estado español y al Primer Ministro británico, pretendiendo causar daños a barcos y aeronaves de aquellas naciones por sus relaciones con Cuba.
En 1972, es liberado condicionalmente y abandona el territorio norteamericano, y violando las condiciones de su liberación participa activamente junto a la CIA y la dictadura de Pinochet en la macabra Operación Cóndor.
Más obsesionado que nunca por su "misión" terrorista, Bosch participa en Bonao, República Dominicana, en la creación ordenada por la CIA de la Coordinación de Organizaciones Revolucionarias Unidas (CORU), que reúne varios grupos terroristas de Miami. La fundación tiene lugar el 11 de junio de 1976, en una casa de trabajo secreta de la agencia.
La CORU se convertirá en el grupo terrorista cubanoamericano más devastador de la segunda mitad del siglo pasado, organizando y ejecutando, por cuenta de la CIA y de otras organizaciones ultraderechistas, un sin número de atentados, asesinatos, secuestros en Miami, Nueva York, Venezuela, Panamá, México, Argentina, y hasta en Europa.
El informe del Sustituto del Procurador General Joe D. Whitley, emitido en mayo de 1989, lo declaró enemigo público número uno de los Estados Unidos y le negó al peligroso personaje el asilo solicitado por cerca de una treintena de actos de terrorismo, entre ellos el horroroso crimen de Barbados.
El fiscal norteamericano subrayó entre los hechos violentos: "En octubre de 1976, Bosch fue arrestado en Venezuela en relación con el atentado del 6 de octubre 1976 contra una aeronave civil cubana, que ocasionó la muerte de 73 hombres, mujeres y niños".
Bosch sale de Venezuela bajo la protección de quien había resuelto su "absolución", nada menos que Otto Reich, entonces embajador de Estados Unidos en Caracas. Llegó a EE.UU. desde Venezuela, el 18 de febrero de 1988, sin documentos válidos. A su llegada, fue detenido formalmente bajo un mandato de arresto por su violación de las condiciones de su liberación en 1974, donde se debatió si mantenerlo en detención o expulsarlo del país.
Según el New York Times del 17 de agosto de 1989, la congresista de origen cubano Ileana Ross-Lehtinen y otros políticos norteamericanos de la Florida y de la FNCA, negociaron personalmente con el entonces presidente George Bush padre, la liberación de Bosch. La reunión fue organizada por uno de sus hijos, Jeb Bush, quien se aseguró así el apoyo de la mafia anticubana para su elección como gobernador de la Florida unos años después.
En la conferencia de prensa que siguió a su liberación, Bosch se enseña ya sin arrepentimiento alguno. En abierto desafío, añade el terrorista con su arrogante ironía: "Compraron la cadena, pero no tienen el mono".
Su incitación constante a la guerra terrorista contra Cuba en los medios de comunicación de Miami, incluido el reconocimiento de planes de atentados, y sus expresiones despreciables sobre los muertos en la criminal voladura del avión cubano sobre Barbados, fueron una prueba de esa impunidad que gozó, como la que hoy también disfruta Luis Posada Carriles.
Está sem as fotos que o Blogger não importou, mas vale uma espiada.
FAVELA, COMO HOJE CONHECEMOS, E SUA ORIGEM
Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto.
O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos.
Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA"
FAVELA ( Cnidoscolus phyllancatus)
Produz óleo comestível e combustível Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam.
Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.
A cidade original foi alagada para a construção de um Açude
Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.
Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.
Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS.
Mas existem vários "MITOS" sobre as Favelas que precisam ser avaliados...
01 - Costumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. México, Colômbia, Peru e Venezuela lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.
02 - Outro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno "terceiro-mundista", restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de "Chabolas".
03 - E um terceiro mito é o de que as Favelas apenas aumentam, não importa o que o governo faça...A especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas, mesmo no Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o da Favela da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970. A Favela do Pinto também é um outro exemplo...
Favela da Catacumba na Década de 60. Hoje, parque e prédios de luxo Dizia-se que no local existiu um Cemitério Indígena.
A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os "Jardins Suspensos da Babilônia".
Rocinha Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"
Mangueira
Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.
Vidigal
Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.
Pessoal,
ResponderExcluirAlgumas passagens da nossa história que precisam ser esclarecidas e, como se diz, passadas a limpo.
Agenda do sargento que morreu no atentado no Riocentro revela, após 30 anos, rede de conspiradores do período
Publicada em 23/04/2011 às 20h12m
Chico Otavio e Alessandra Duarte
RIO - Deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. O "agente Wagner" do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar no Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais, e não codinomes, e respectivos telefones, de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem. Quatro deles eram ligados ao "Grupo Secreto", organização paramilitar de direita que desencadeou uma série de atos terroristas na tentativa de deter a abertura política.
Havia ainda nomes-chave da polícia fluminense, como o chefe de gabinete do secretário de Segurança e o chefe da unidade de elite policial da época, o Grupo de Operações Especiais, mais tarde Departamento Geral de Investigações Especiais, setor especializado em explosivos que tinha a responsabilidade de investigar justamente atentados a bomba como os patrocinados pelos bolsões radicais alojados na caserna.
Trinta anos depois do atentado que vitimou o próprio autor e feriu gravemente o então capitão Wilson Machado, O GLOBO localizou a agenda e identificou metade dos 107 nomes e telefones anotados pelo sargento. De oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, Rosário tinha contatos em setores estratégicos, como o Estado-Maior da PM e a chefia de gabinete da Secretaria de Segurança, além de amigos ligados a setores operacionais, como fábrica de armamento e cadastros de trânsito.
Terror de direita usou paraquedistas
A rede formada por esses contatos mostra onde se apoiavam as ações dos insatisfeitos com a abertura. Na segunda metade dos anos 70, o governo Geisel determinou a desmobilização da máquina de torturar e matar nos porões do regime, que mudou de direção, indo da brutalidade para ações de inteligência, com a reestruturação dos DOIs. Descontentes com as mudanças, sargentos como Rosário, sobretudo os paraquedistas arregimentados anos antes pela repressão, transformaram-se em braços operacionais de grupos terroristas de extrema direita. Rosário e sua turma foram buscar na ação clandestina, fora da cadeia de comando, o poder gradativamente perdido.
Recolhida pelo então tenente Divany Carvalho Barros, o "doutor Áureo", também do DOI, pouco depois da explosão, a agenda de Rosário só seria submetida à perícia 19 anos depois, em abril de 2000, no segundo IPM sobre o atentado. Porém, desde que o caso foi arquivado, naquele mesmo ano, o caderninho marrom, do tamanho da palma da uma mão e que trazia em seu cabeçalho a prece "Confio em Deus com todas as forças e peço a Deus que ilumine o meu caminho e toda a minha vida", permanecia esquecido em um envelope, num dos anexos do volumoso processo sobre o caso, no Superior Tribunal Militar (STM).
Para montar a rede do sargento, foi preciso cruzar nomes e números da agenda com catálogos telefônicos da época, e com telefones e endereços atuais, bem como outras fontes de informação. Para entender a rede, a lista de contatos foi dividida em cinco segmentos: integrantes do Grupo Secreto, do qual Rosário era provavelmente ativo protagonista; a comunidade de informações (incluindo militares até hoje envolvidos com arapongagem); agentes da Secretaria estadual de Segurança (polícias Civil e Militar, como integrantes do serviço de inteligência e de grupos de peritos em explosivos); representantes da sociedade civil, como empresas de construção civil e de equipamentos elétricos; além de um sub-reitor da Uerj que consta como tendo auxiliado quadros da repressão; e até meios de comunicação, cujos telefones seriam usados pelos terroristas para a comunicação de atentados.
Segue
IPMs ignoraram nomes da agenda
ResponderExcluirO atentado do Riocentro foi alvo de dois inquéritos policial-militares do Exército. O primeiro, em 1981, foi considerado farsa ao concluir que o sargento e o capitão foram vítimas, e não autores da ação. Já o segundo IPM, provocado pela reabertura do caso em 1999, mudou a versão oficial, comprovando o envolvimento da dupla do DOI, além de um oficial (Freddie Perdigão) e um civil (Hilário Corrales), mas ninguém foi levado a julgamento: o STM entendeu que os autores estavam cobertos pela anistia.
A agenda, porém, nunca foi considerada como pista para o esclarecimento do atentado e da ação dos terroristas do período. Se os investigadores se detivessem nos nomes anotados, teriam descoberto, por exemplo, que o aviador Leuzinger Marques Lima (para Rosário, Léo Asa) , um dos nomes do Grupo Secreto, participara da Revolta de Aragarças, contra o governo JK, ainda nos anos 50. No episódio, Léo Asa envolveu-se no sequestro de um avião da Panair e planejou com outros revoltosos jogar bombas nos palácios das Laranjeiras e do Catete.
Outro do Grupo Secreto no caderno de Rosário era o general Camilo Borges de Castro, cujo telefone pessoal reforça a tese de que o terror agia fora da cadeia de comando, sem respeitar a hierarquia. Castro era amigo do marceneiro Hilário Corrales, civil que integrava o grupo e que teria montado a bomba que colocaria Rosário na História política do país. O irmão de Hilário, Gilberto Corrales, também teve o nome anotado na agenda.
O coronel do Exército Freddie Perdigão Pereira foi o quarto nome do Grupo Secreto encontrado no caderno de Rosário. Apontado pelo projeto Brasil Nunca Mais como notório torturador, era o "dr. Nagib" do DOI I e da "Casa da Morte", em Petrópolis. Na época do Riocentro, estava na Agência Rio do SNI. O general Newton Cruz, chefe da Agência Central do órgão, chegou a admitir que Perdigão lhe falou do atentado antes de ele ocorrer.
Da Secretaria de Segurança, havia integrantes das polícias Militar e Civil com algum tipo de relação com o atentado. Um dos PMs na agenda, o segundo-tenente José Armindo Nazário, trabalhava no Estado-Maior da PM - justamente a unidade que deu ordem para suspender o patrulhamento no Riocentro na noite do atentado. Nazário também era ligado à inteligência da PM, a P-2. Em 69, foi designado pelo general Emílio Médici, então chefe do SNI, para servir em Brasília; em 73, foi para a divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça.
Outro nome do caderninho é o do coronel da PM Hamilton Dorta, ex-sargento do Exército e chefe da P-2 de vários batalhões da PM nos anos 1970. De 1978 a 1981, ele foi subdiretor de segurança externa da Secretaria de Justiça, cargo ligado ao Desipe, no qual cuidava da inteligência de movimentações de presos comuns e políticos, e também da segurança de presídios, para evitar, por exemplo, ações de resgate. O telefone associado a Dorta na agenda pertencia ao Departamento Penitenciário da época.
Da Polícia Civil, um dos nomes identificados é o do delegado Sérgio Farjalla. Ex-instrutor de tiro da Academia de Polícia, ele também foi ligado à Delegacia de Polícia Política e Social (DPPS), órgão que investigava atentados a bomba na época. Mais tarde, Farjalla se tornaria um dos primeiros especialistas em efeitos especiais do país e abriria uma empresa especializada.
A agenda registra ainda o telefone de "Solange Tavares - esposa dr. Ilo". A advogada Solange era mulher do delegado Ilo Salgado Bastos, chefe de gabinete do secretário de Segurança nos anos 80 - na época, o secretário era Olavo de Lima Rangel, ex-Dops. Nessa função, Ilo, ex-Dops, ex-DPPS e próximo de alguns dos "Doze Homens de Ouro" da polícia, coordenava todas as delegacias distritais do Rio. Na secretaria, era um dos poucos a ter uma espécie de "telefone vermelho", um aparelho sem discador, só para receber ligações diretas do secretário.
ResponderExcluirA maioria das pessoas que constavam da agenda e que foram contactadas pela reportagem disse não se lembrar do sargento, mas não soube explicar por que seu nome estava na agenda.
Riocentro 30 anos depois
ResponderExcluirSargento Guilherme do Rosário teria participado do atentado contra a OAB
Publicada em 23/04/2011 às 19h46m
Alessandra Duarte e Chico Otavio
RIO - A habilidade com a datilografia, aliada ao preparo físico, abriu as masmorras do regime ao sargento Guilherme Pereira do Rosário. Soldado lotado na burocracia da Companhia de Petrechos Pesados da Brigada Paraquedista, na primeira metade dos anos 1960, ele acumulou elogios e prestígio por ser "obrigado quase continuamente a trabalhar fora da hora do expediente e sem dias de descanso, com máquinas de escrever emprestadas", como diz a sua folha de assentamentos, o histórico militar.
Cabelos castanhos médios e crespos, 1,78 metro, como o Exército o descreveu, Rosário serviu na Brigada de fevereiro de 1964 a outubro de 1972, sendo transferido para o Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I) na condição de sargento (onde ficaria até a sua morte, aos 35 anos, em 1981). Porém, antes mesmo da mudança de unidade, já atuava na repressão, como escrivão de inquéritos políticos (era considerado exímio datilógrafo) e integrante de equipes que "estouravam" aparelhos.
Em 1970, foi convidado para ser escrivão de um inquérito (IPM), como auxiliar da 2ª Seção (Informações) da Brigada. Boletim interno de setembro daquele ano registra que, recrutado para integrar a equipe que estouraria "um aparelho subversivo" no interior do estado, Rosário teria sofrido um acidente da carro no caminho. Um fusca do grupo se chocou com um caminhão na estrada, ferindo o motorista, sargento Albano Affonso Baptista, e Rosário. "Mesmo ensanguentado, Guilherme preocupou-se com o cumprimento da missão", escreveria depois o chefe da missão.
Na época da transferência, Rosário era um destacado agente operativo das equipes de busca e apreensão, as EBAs, embriões dos DOIs. A confiança do regime no sargento era tanta que nem mesmo a condenação de Rosário a seis meses de cadeia, pela 19ª Vara Cível de capital, por uma dívida não paga, abortou a ascensão do militar nos porões do regime. Logo depois, em 1975, ganharia a Medalha do Pacificador, honraria concedida pelos generais a torturadores e outros agentes da repressão.
Rosário soube retribuir a confiança. Não se abateu nem mesmo quando, em 1971, perdeu a filha de um ano. Atuar em "prisões que poderiam necessitar do uso da força", sua especialidade inicial, era pouco para ele. Como integrante da Seção de Operações Especiais, escolado no beabá da repressão, quis desenvolver excelência em outras áreas da guerra à subversão - no ano em que morreu, por exemplo, fazia curso de analista de informações na Escola Nacional de Informações (EsNI).
Sua maior aposta, contudo, foi adquirir expertise em explosivos. Em depoimento ao IPM do Riocentro, em 1999, o-sargento da PM Joaquim de Lima Barreto, ex-DOI, da primeira equipe a fazer perícia no Puma, revelou que Rosário possuía "conhecimentos profundos" sobre bombas.
Joaquim, que trabalhava no Serviços de Recursos Especiais do Departamento Geral de Investigações Especiais da Polícia Civil, recordou-se que Guilherme esteve lá por duas ocasiões, "e que nestas ocasiões (em fevereiro ou março de 1981) o assunto era bombas, granadas, dispositivos sofisticados que tivessem recolhidos pelo seu serviço, sempre com o intuito do sargento de aumentar o seu conhecimento".
A essa altura, Rosário já figurava como um quadro de grupos terroristas cevados pelo regime. Em depoimento ao livro "A direita explosiva no Brasil", Gilberto Corrales (nome da agenda do sargento e irmão do marceneiro Hilário Corrales, artesão das bombas do "Grupo Secreto"), declarou que, se havia dúvidas sobre a participação de Ronald Watters na morte de Lyda Monteiro, secretária da OAB, no atentado à entidade em 1980, "não existiam dúvidas sobre a atuação do sargento. De acordo com o livro, "era um dos principais agentes operativos do Grupo Secreto".
ResponderExcluirNaquele ano, Rosário se envolvera num acidente doméstico suspeito, quando um botijão de gás explodiu em sua própria cozinha, queimando-lhe o peito e o rosto. Ao que parece, Rosário foi se meter a "sapador", expressão utilizada nos quartéis para os militares que entediam de explosivos. Mas, como conta o capitão da PM Lindomar Cardeal, que serviu com ele na Brigada Paraquedista, "'no quartel a gente ouvia a seguinte frase: 'o sapador só erra uma vez'". Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/04/23/sargento-guilherme-do-rosario-teria-participado-do-atentado-contra-oab-924305034.asp#ixzz1KRcTHcJD © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
El terrorista Orlando Bosch muere en la impunidad en Miami
ResponderExcluirJEAN-GUY ALLARD
Orlando Bosch, el jefe de la CORU terrorista, protegido por los Bush, la FNCA y la CIA, responsable con Luis Posada Carriles de la explosión en pleno vuelo de un avión de Cubana de Aviación, murió en Miami este miércoles, a las 12:05 de la tarde, sin nunca haber pagado por sus crímenes.
Según un comunicado, su muerte se produjo después de "enfrentar una larga y dolorosa enfermedad" que no se especifica. Tenía 84 años.
Bosch nació el 18 de agosto de 1926 en Potrerillo, Cuba, a 250 kilómetros al este de La Habana. Llegó a Estados Unidos el 28 de julio de 1960, con la autorización de quedarse en el país no más de 30 días. Sin embargo, se involucró de inmediato en la guerra sucia orientada desde la Florida contra Cuba por la CIA y no dejará el territorio norteamericano antes de 1972.
Como expresión de sus bárbaros e impunes métodos, por ejemplo, el 16 de septiembre de 1968, Bosch participó en el lanzamiento de un proyectil de bazooka contra la nave polaca Polanica, en pleno puerto de Miami. El 15 de noviembre de 1968, fue condenado a 10 años de cárcel por la Corte Federal del Distrito de South Florida, por varios crímenes y, paralelamente, por haber dirigido amenazas escritas a los entonces Presidente de México, al Jefe de Estado español y al Primer Ministro británico, pretendiendo causar daños a barcos y aeronaves de aquellas naciones por sus relaciones con Cuba.
En 1972, es liberado condicionalmente y abandona el territorio norteamericano, y violando las condiciones de su liberación participa activamente junto a la CIA y la dictadura de Pinochet en la macabra Operación Cóndor.
Más obsesionado que nunca por su "misión" terrorista, Bosch participa en Bonao, República Dominicana, en la creación ordenada por la CIA de la Coordinación de Organizaciones Revolucionarias Unidas (CORU), que reúne varios grupos terroristas de Miami. La fundación tiene lugar el 11 de junio de 1976, en una casa de trabajo secreta de la agencia.
ResponderExcluirLa CORU se convertirá en el grupo terrorista cubanoamericano más devastador de la segunda mitad del siglo pasado, organizando y ejecutando, por cuenta de la CIA y de otras organizaciones ultraderechistas, un sin número de atentados, asesinatos, secuestros en Miami, Nueva York, Venezuela, Panamá, México, Argentina, y hasta en Europa.
El informe del Sustituto del Procurador General Joe D. Whitley, emitido en mayo de 1989, lo declaró enemigo público número uno de los Estados Unidos y le negó al peligroso personaje el asilo solicitado por cerca de una treintena de actos de terrorismo, entre ellos el horroroso crimen de Barbados.
El fiscal norteamericano subrayó entre los hechos violentos: "En octubre de 1976, Bosch fue arrestado en Venezuela en relación con el atentado del 6 de octubre 1976 contra una aeronave civil cubana, que ocasionó la muerte de 73 hombres, mujeres y niños".
Bosch sale de Venezuela bajo la protección de quien había resuelto su "absolución", nada menos que Otto Reich, entonces embajador de Estados Unidos en Caracas. Llegó a EE.UU. desde Venezuela, el 18 de febrero de 1988, sin documentos válidos. A su llegada, fue detenido formalmente bajo un mandato de arresto por su violación de las condiciones de su liberación en 1974, donde se debatió si mantenerlo en detención o expulsarlo del país.
Según el New York Times del 17 de agosto de 1989, la congresista de origen cubano Ileana Ross-Lehtinen y otros políticos norteamericanos de la Florida y de la FNCA, negociaron personalmente con el entonces presidente George Bush padre, la liberación de Bosch. La reunión fue organizada por uno de sus hijos, Jeb Bush, quien se aseguró así el apoyo de la mafia anticubana para su elección como gobernador de la Florida unos años después.
En la conferencia de prensa que siguió a su liberación, Bosch se enseña ya sin arrepentimiento alguno. En abierto desafío, añade el terrorista con su arrogante ironía: "Compraron la cadena, pero no tienen el mono".
Su incitación constante a la guerra terrorista contra Cuba en los medios de comunicación de Miami, incluido el reconocimiento de planes de atentados, y sus expresiones despreciables sobre los muertos en la criminal voladura del avión cubano sobre Barbados, fueron una prueba de esa impunidad que gozó, como la que hoy también disfruta Luis Posada Carriles.
Está sem as fotos que o Blogger não importou, mas vale uma espiada.
ResponderExcluirFAVELA, COMO HOJE CONHECEMOS, E SUA ORIGEM
Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto.
O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos.
Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA"
FAVELA ( Cnidoscolus phyllancatus)
Produz óleo comestível e combustível
Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam.
Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.
A cidade original foi alagada para a construção de um Açude
Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.
Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.
Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS.
Mas existem vários "MITOS" sobre as Favelas que precisam ser avaliados...
01 - Costumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. México, Colômbia, Peru e Venezuela lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.
02 - Outro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno "terceiro-mundista", restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de "Chabolas".
03 - E um terceiro mito é o de que as Favelas apenas aumentam, não importa o que o governo faça...A especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas, mesmo no Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o da Favela da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970. A Favela do Pinto também é um outro exemplo...
ResponderExcluirFavela da Catacumba na Década de 60. Hoje, parque e prédios de luxo
Dizia-se que no local existiu um Cemitério Indígena.
ORIGEM DOS NOMES DE ALGUMAS FAVELAS DO RJ
http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=36&sid=3
Babilônia
A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os "Jardins Suspensos da Babilônia".
Rocinha
Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"
Mangueira
Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.
Vidigal
Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.