segunda-feira, 25 de junho de 2012

Para o meu grande amigo.

Caro Camarada,

Diversos conhecidos, amigos e até alguns estranhos me enviaram mensagens. Fiquei me perguntando o motivo.

Como se já não soubesse, fui até o link para ver de onde vinha o tradicional texto do tipo "sou melhor, analiso e julgo". Curiosamente, os que mais criticam o partido e Lula não são os que votaram em Lula (exigem o quê mesmo, afinal?). A quem interessa essa argumentação? À Veja, claramente, pois sabe que 70% dos eleitores votariam em Lula em 2014 (#mêdo!). Reynaldo, da Veja (porta-voz dos negócios de Cachoeira), em minha opinião, pode até argumentar, mas devolvo a pergunta: de que barro são feitos Veja e o articulista (e Policarpo Jr etc.) Olhar o histórico recente da publicação e seus esparros já dá uma boa indicação de onde vem e para onde vão - para entrar no paralelimos bíblico. Discursos embolorados, argumentos surrados... Parece, sim, mais do mesmo.

Não arriscaria defender ou atacar o PT. Afinal, não sou partidário e não sei o que pretende. No entanto, os exercícios de política foram muito mais eficazes do que os exercícios de ideologia. O PT foi acusado interminavelmente de discussões filosóficas e ideológicas, radicalismo e outros tantos bichos. Pois é, parece que a lição política pós 98 falou mais alto com o Lulinha Paz e Amor, adorado por todos e aceito por toda a sociedade como o amadurecimento do partido e o abandono do discurso sectário - palavras do povo e dos analistas, principalmente os burgueses que nunca o toleraram. Cabe também a pergunta: não tem preço? Sarney, à época, virou socialista. O que acham os ingênuos?

Mas, seria capaz de afirmar que é uma jogada política de alto nível de atrevimento e coragem. Ou será que o povo acha que engolir sapo é esporte? Para fazer política, todos sabem, é necessário estômago de avestruz. O cacife político de Lula foi testado como aspirante do Bope. O presidente do Ibope foi categórico: "Lula não fará seu sucessor." O silêncio pode ser um bom aliado se a função não fosse a informação, mas a influência, no caso. Bom, Dilma foi eleita, mesmo sendo pouco conhecida, durona, sem carisma, sem experiência política e coisa e tal. Lembremos que Lula foi acusado do inverso: não ter experiência administrativa. Que Dilma tem de sobre e cresce todos os dias.

Ele deve imaginar, com toda a ignorância alardeada pelos meios de comunicação, que perderá uns percentuais de seu cacife (pelo menos uns cinco ou seis amigos meus), mas o que terá de retorno? O castelo paulistano é praia difícil para nordestinos corinthianos. Martha já esteve lá, Erundina também. Apanharam feito cachorro vadio (como Lula). Com os últimos eventos políticos, ficou um pouco mais difícil para o PT entrar lá. Creio que o projeto de ocupação do território nacional tem um objetivo difícil por ali. Maluf não entrará só com os seu minuto, mas com uma porta pela direita,que pode fazer diferença.

Pois bem, o assunto específico, Maluf. Maluf é um delinquente famigerado, como Daniel Dantas, protegido com unhas e dentes por Gilmar Mendes, mas por que fazer qualquer associação com o mito? Em minha humílima opinião, o último reduto da direita, o estado de SP é impermeável ao partido. Como fazer, sabendo que Haddad não irá ganhar a eleição? Penso que Maluf, completamente fora das perspectivas políticas vê uma pequena chance de voltar à cena. Logicamente, com um milionésimo da importância que já teve. Para o partido, uma porta de entrada em alguns rincões.

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